ETFs de Bitcoin na B3: você está pagando taxa demais sem saber (guia 2026)

Guia completo dos 9 ETFs de Bitcoin na B3: compare HODL11, BITH11, QBTC11 e BITI11 por taxa. Em 10 anos, a diferença chega a centenas de reais — saiba qual escolher.

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ETFs de Bitcoin na B3: você está pagando taxa demais sem saber

ETFs de Bitcoin na B3 — comparativo HODL11, BITH11, QBTC11

ETFs de Bitcoin na B3: você está pagando taxa demais sem saber (guia 2026)

A B3 tem 9 ETFs diferentes de Bitcoin. A maioria dos brasileiros compra o mais famoso — o BITH11 — sem olhar a taxa. Não é burrice. É porque ninguém contou que existe um ETF com taxa 3,5x menor fazendo a mesma coisa.

HODL11 cobra 0,20% ao ano. BITH11 cobra 0,70%. Em R$10 mil investidos por 10 anos, assumindo 15% de retorno anual do BTC, essa diferença vira R$309 no bolso ou na corretora. Só de taxa. O BTC é o mesmo. O ETF empacotado é o mesmo. O único diferente é quanto você paga para ter esse empacotamento.

Quando o Bitcoin caiu 24% em 2026, os Tanakas que erraram o veículo sentiram duas vezes: a queda do ativo e o custo desnecessário de ter escolhado errado. Esse artigo é para você não repetir isso.

👆 Assistiu ao vídeo? Então vai entender muito melhor tudo que vem a seguir.

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Quantos ETFs de Bitcoin existem na B3 — e o que cada um é de verdade

Em junho de 2026, a B3 tem 19 ativos cripto listados no total: ETFs de Bitcoin, Ethereum, Solana, índices diversificados e ETF-BDRs. Só de Bitcoin puro, são 9 opções. Não, você não precisa de 9. Mas precisa entender o que diferencia cada um antes de escolher.

Começa pela divisão fundamental que a maioria dos investidores ignora: Bitcoin puro vs. cripto diversificado.

O HASH11 da Hashdex é o erro clássico. Muita gente acha que está comprando Bitcoin. Na verdade, está comprando um índice misturado de BTC, ETH, Solana e outras. Taxa de 1,30% ao ano — mais que o dobro do BITH11 — para uma exposição que não é o que o investidor queria. Se você quer Bitcoin, compre Bitcoin. Se quiser o portfólio da Hashdex, aí o HASH11 tem sentido. Mas saiba o que está comprando.

Os ETFs de Bitcoin puro disponíveis na B3 são:

  • HODL11 (Investo): 0,20% a.a.
  • BITH11 (Hashdex): 0,70% a.a.
  • BITI11 (Itaú Asset): 0,70% a.a.
  • QBTC11 (QR Asset): 0,75% a.a.

Todos rastreiam o Bitcoin. Nenhum é melhor ou pior no que faz — todos seguem o BTC com fidelidade razoável. A diferença real está no custo e na liquidez.

A matemática da taxa que ninguém faz — mas deveria

Taxa de administração de ETF parece insignificante quando você lê “0,70% ao ano”. Parece. Mas composição ao longo do tempo é cruel com quem não presta atenção.

Cenário real: R$10.000 investidos em ETF de Bitcoin. BTC rendendo 15% ao ano (número otimista, mas razoável para uma alocação de longo prazo). Dez anos de paciência.

ETF Taxa a.a. Patrimônio final (R$10k, 15% a.a., 10 anos) Custo acumulado em taxas
HODL11 0,20% ~R$39.840 ~R$80
BITH11 / BITI11 0,70% ~R$38.110 ~R$389 acumulados no drag
QBTC11 0,75% ~R$37.970 Ainda maior
HASH11 1,30% ~R$36.060 Diferença de quase R$1.800 vs HODL11

Repara: a diferença entre HODL11 e BITH11 é de aproximadamente R$309 a R$390 em 10 anos, só em taxa drag. Se você investiu R$50k? Multiplica por cinco. Se manteve por 15 anos? O composto acelera ainda mais contra você.

Não é que o BITH11 seja ruim. É o ETF de Bitcoin com maior liquidez do Brasil — R$1,5 bilhão de patrimônio sob gestão. Para quem opera volumes grandes ou precisa de spread justo, isso importa. Mas para o investidor comum, PF, que compra e segura, o HODL11 faz exatamente a mesma coisa por um terço do preço.

Se quiser entender melhor a lógica por trás de cada ETF antes de tomar qualquer decisão, assisti esse vídeo que explico tudo com calma:
👉 Assista: 9 ETFs de BITCOIN para INVESTIR NA B3 e APROVEITA a QUEDA do BTC

HASH11: parece Bitcoin, mas não é — o erro mais frequente

O HASH11 foi o pioneiro. Foi o primeiro ETF de cripto da B3. Muita gente que comprou lá em 2021 achava que estava comprando Bitcoin — porque na época era o único e Bitcoin era o assunto. Não estava. Nunca esteve.

O HASH11 segue o Nasdaq Crypto Index — uma cesta que inclui Bitcoin, Ethereum, Solana e outras criptomoedas em proporções definidas pelo índice. Em 2026, quando o BTC caiu 24% e o SOL despencou 33%, o HASH11 levou pancada dos dois lados com uma taxa de 1,30% ao ano por cima.

Isso não é crítica ao produto. O HASH11 faz o que promete. O problema é comprar sem saber o que está comprando.

Regra simples: antes de comprar qualquer ETF de cripto na B3, pergunte três coisas:

  1. O que esse ETF rastreia exatamente? (BTC puro, índice misto, ETH puro?)
  2. Qual a taxa de administração?
  3. Qual a liquidez média diária?

Se não souber responder as três, não compre ainda.

BTC caiu 24% em 2026 — é hora de comprar?

O BITH11 acumulou -24,06% no ano em 2026. O SOLH11 foi ainda pior: -33,81%. Esses números assustam quem olha o extrato todo mês. Mas para quem pensa em Bitcoin como reserva de valor de longo prazo, queda de 24% não é catástrofe — é promoção.

Bitcoin tem ciclos. Queda intensa seguida de recuperação faz parte da natureza do ativo. A pergunta relevante não é “o BTC vai subir?” — é “no horizonte que eu tenho, faz sentido ter uma exposição pequena a esse ativo?”

Se a resposta for sim, a queda de 2026 é o momento de comprar. Mas no veículo certo. Comprar BITH11 em queda quando o HODL11 faz a mesma coisa por 3,5x menos é como comprar o mesmo produto em loja cara porque a fila está menor.

Uma ressalva importante: criptomoedas são ativos de alto risco e volatilidade extrema. Uma alocação de 2% a 5% do patrimônio total é o que a maioria dos planejadores financeiros sérios sugere para quem quer ter exposição sem colocar o patrimônio em risco. Não estou dizendo para colocar tudo em BTC. Estou dizendo para, se já for fazer isso, fazer certo.

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Liquidez vs. taxa: quando vale pagar mais

O BITH11 tem R$1,5 bilhão em patrimônio. O HODL11 é bem menor. Para a maioria dos investidores pessoa física que compra cotas todo mês ou a cada trimestre, isso não importa quase nada — a liquidez é suficiente para operar sem spread salgado.

Mas existem situações em que liquidez importa mais que taxa:

  • Operações grandes: se você opera R$100k ou mais de uma vez, o spread do HODL11 pode ser maior e comer parte da economia de taxa. Nesse caso, vale comparar o spread real no momento da operação.
  • Saída rápida em crise: em movimento de pânico, o ETF mais líquido vende mais rápido sem grande impacto no preço.
  • Fundos e institucionais: para gestoras, o BITH11 faz mais sentido pelo tamanho do mercado secundário.

Para o Tanaka que aporta R$500 a R$2.000 por mês, HODL11 resolve o problema com menos custo. Para quem opera volume grande, vale fazer a conta do spread antes de decidir.

O mapa completo: todos os ETFs cripto da B3 em 2026

ETF Gestora O que rastreia Taxa a.a. Observação
HODL11 Investo Bitcoin puro 0,20% Menor taxa do mercado
BITH11 Hashdex Bitcoin puro 0,70% Maior liquidez (~R$1,5B AUM)
BITI11 Itaú Asset Bitcoin puro 0,70% Respaldo banco grande
QBTC11 QR Asset Bitcoin puro 0,75% Pioneira em cripto no Brasil
HASH11 Hashdex Índice cripto diversificado 1,30% NÃO é Bitcoin puro — BTC + ETH + SOL + outros
ETHE11 Hashdex Ethereum puro 0,70% Para quem quer ETH especificamente
SOLH11 Hashdex Solana 0,70% -33,81% no ano em 2026

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FAQ — perguntas que o Tanaka realmente faz

ETF de Bitcoin paga imposto de renda?

Sim. ETFs de criptomoedas são tributados como renda variável. Ganho de capital na venda é tributado a 15% (até R$5 milhões de ganho). Diferente das criptos em exchanges estrangeiras, onde a alíquota varia por valor vendido no mês. Pela B3, o ETF é mais simples de declarar — mas não é isento.

Qual a diferença entre comprar HODL11 e comprar Bitcoin direto na corretora cripto?

Comprar Bitcoin direto em exchange cripto (Binance, Mercado Bitcoin etc.) tem vantagens: você possui o ativo diretamente, pode sacar para carteira própria, e a taxa de custódia é zero se você não contratar. A desvantagem: é mais complexo de declarar no IR, e você fica exposto ao risco da exchange. O ETF na B3 é mais simples, regulado pela CVM, e fica na conta da corretora junto com suas outras aplicações. A escolha depende do perfil.

O BITH11 é melhor que o HODL11 por ter mais liquidez?

Para a maioria dos investidores pessoa física, não. Liquidez só importa se você opera volumes grandes ou precisa vender com urgência em mercado estressado. Para quem aporta mensalmente e pensa em horizonte de anos, o HODL11 entrega o mesmo resultado com taxa menor. A diferença de R$309 (em R$10k, 10 anos) pode parecer pouca agora — mas com R$50k ou 15 anos, a conta cresce bastante.

Faz sentido dividir entre HODL11 e BITH11?

Não. Os dois rastreiam a mesma coisa: Bitcoin. Diversificar entre eles não reduz risco — só aumenta a burocracia. Escolha um, preferencialmente o de menor taxa para seu perfil de operação, e mantenha a simplicidade.

HASH11 caindo tanto em 2026 ainda vale a pena?

Depende do que você quer. Se quer exposição a cripto diversificado (BTC + ETH + SOL), o HASH11 faz isso com liquidez razoável — mas a taxa de 1,30% pesa muito no longo prazo. Se você quer Bitcoin, compre um ETF de Bitcoin puro. Se quer SOL, existe SOLH11. HASH11 faz sentido para quem quer “uma cota, várias criptos” e aceita pagar mais por isso.

Conclusão: a informação que ninguém dá no começo

O problema não é comprar ETF de Bitcoin. O problema é comprar o mais famoso sem saber que existe opção com taxa 3,5x menor fazendo a mesma coisa. Essa assimetria de informação custa caro ao longo do tempo — e é exatamente o tipo de detalhe que escorrega entre as costelas porque parece pequeno demais para importar.

Resumo prático: se você é PF, aporta regularmente e pensa em longo prazo, o HODL11 é o ETF de Bitcoin mais eficiente em custo disponível na B3 hoje. Se você opera volume maior ou precisa de liquidez máxima, analise o spread do BITH11 antes de decidir. E se alguém te oferecer HASH11 como “ETF de Bitcoin”, explica gentilmente que não é bem isso.

BTC em queda? Sim. Oportunidade de comprar mais barato? Também sim. Mas no veículo certo, com a menor taxa possível, sem pagar para ser famoso.

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Denis Miyabara
Denis Miyabara

Denis Miyabara é engenheiro de formação e sócio da EQI Investimentos. Criador do canal Investir e Coçar, no YouTube, onde explica investimentos sem enrolação para mais de 165 mil inscritos, e apresentador do Faria Lima Late Show. Escreve sobre ações, fundos imobiliários, ETFs e renda fixa — sempre abrindo a conta na tela, e deixando claro quando o número é projeção e quando já caiu no bolso.

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