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A economia brasileira voltou a crescer em agosto. O IBC-Br, índice do Banco Central conhecido como prévia do PIB, subiu 0,34% sobre julho, segundo dado divulgado nesta sexta-feira (16). Foi a primeira alta depois de duas quedas seguidas, puxada pela indústria, e o índice ainda ficou abaixo do recorde de maio.
Resposta curta: a prévia do PIB subiu 0,34% em agosto de 2026, na série com ajuste sazonal. Na comparação com agosto de 2025, a alta foi de 1,2%. Para quem tem dinheiro no CDI, o dado importa porque o Banco Central usa a atividade para decidir a Selic, e a próxima reunião do Copom é nos dias 3 e 4 de novembro.
O que aconteceu
O IBC-Br fechou agosto em 110,4 pontos, contra 110,0 pontos em julho. Em junho o índice tinha caído 0,8% e, em julho, mais 0,3%. Com a alta de agosto, a atividade recuperou parte do terreno, mas segue 0,8% abaixo dos 111,3 pontos de maio, o ponto mais alto da série.
A indústria foi quem puxou o mês, com alta de 0,87%. Os serviços, que pesam mais na economia, subiram 0,24%. A agropecuária foi na direção contrária e caiu 1,76%.
O IBC-Br não é o PIB oficial. O índice do BC estima a produção da agropecuária, da indústria e dos serviços mês a mês, enquanto o PIB do IBGE sai a cada trimestre e com outra metodologia. Por isso o mercado trata o IBC-Br como termômetro antecipado, e não como resultado final.
Os números do IBC-Br de agosto
| Comparação | Variação |
|---|---|
| Agosto sobre julho (com ajuste sazonal) | +0,34% |
| Agosto de 2026 sobre agosto de 2025 | +1,2% |
| Acumulado de 2026 até agosto | +1,6% |
| Acumulado em 12 meses | +1,6% |
| Indústria (agosto sobre julho) | +0,87% |
| Serviços (agosto sobre julho) | +0,24% |
| Agropecuária (agosto sobre julho) | −1,76% |
Em 12 meses, a ordem dos setores muda: a agropecuária lidera com alta de 2,7%, seguida pelos serviços (2%) e pela indústria (0,7%). A queda do campo em agosto veio depois de um ano forte.
O que muda para quem investe
O IBC-Br entra na conta do Copom. Economia aquecida demais pressiona preços e tende a segurar os cortes de juros. Economia esfriando abre espaço para a Selic cair mais rápido. Agosto ficou no meio do caminho: voltou a subir, mas não passou do pico de maio.
Quem deixa dinheiro no CDI já sente os cortes no extrato. A Selic está em 13,75% desde 17 de setembro, depois de três cortes seguidos. No começo de junho, a taxa básica ainda estava em 14,50% ao ano. O CDI acompanhou, de 14,40% para 13,65% ao ano. Em reais, R$ 100 mil a 100% do CDI rendiam cerca de R$ 1.127 por mês em junho e hoje rendem perto de R$ 1.072, antes do imposto. São R$ 55 a menos todo mês, ou R$ 660 em um ano.
No Boletim Focus de 13 de outubro, a mediana dos economistas apontava Selic de 13,50% depois da reunião de novembro, um corte de 0,25 ponto. Se o CDI descer na mesma medida, para 13,40%, os mesmos R$ 100 mil passariam a render cerca de R$ 1.053 por mês, outros R$ 19 a menos. Um dado de atividade mais forte nos próximos meses pode adiar esse corte; um mais fraco pode acelerá-lo.
Para ver quanto o seu valor rende em CDB, Tesouro Selic ou LCI com a taxa de hoje, dá para simular na calculadora de renda fixa do site.
Próximos passos
O Copom se reúne nos dias 3 e 4 de novembro, com a decisão anunciada na noite do dia 4. Até lá, o Banco Central ainda recebe os dados de setembro da indústria, do comércio e dos serviços, divulgados pelo IBGE ao longo de outubro e novembro. O IBC-Br de setembro sai em novembro, depois da reunião.
Perguntas frequentes
O que é o IBC-Br?
É o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, publicado todo mês. Ele estima a produção da agropecuária, da indústria e dos serviços e funciona como uma prévia do PIB, que o IBGE divulga a cada trimestre.
Quanto a prévia do PIB cresceu em agosto de 2026?
O IBC-Br subiu 0,34% em agosto sobre julho, na série com ajuste sazonal. Contra agosto de 2025, a alta foi de 1,2%, e em 12 meses o índice acumula 1,6%.
O IBC-Br mexe na Selic?
Indiretamente. O Copom olha a atividade para medir a pressão sobre a inflação. Crescimento forte tende a frear os cortes de juros, e crescimento fraco tende a abrir espaço para a Selic cair.
Fontes: Banco Central, IBC-Br com ajuste sazonal (SGS 24364); Banco Central, meta Selic (SGS 432); Banco Central, CDI anualizado (SGS 4389); g1; Times Brasil.



