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A BB Seguridade (BBSE3) lucrou R$ 2,432 bilhões no terceiro trimestre, 5,1% menos que um ano antes, e cortou nesta terça-feira (3) a projeção de prêmios de seguro para 2026. A faixa ia de queda de 3% a alta de 2%; o fato relevante agora fala em queda de 11% a 15%.
O acumulado até setembro está em -9,2%. Para terminar o ano dentro da nova faixa, os prêmios de outubro a dezembro teriam de ficar entre 17% e 34% abaixo dos R$ 3,82 bilhões do fim de 2025. A conta é do site, feita com os números do relatório da empresa.

Seca, geada e menos crédito encolheram os seguros da Brasilseg
Prêmio emitido é o valor cobrado pelas apólices vendidas. Na Brasilseg, seguradora do grupo, ele caiu 19% em um ano, para R$ 3,57 bilhões, segundo o relatório do trimestre. Quase metade dessa receita vem do campo, e o seguro rural recuou 24,3%. O prestamista, aquele contratado junto com um empréstimo, perdeu 26,9%: quando o crédito anda devagar, sai menos apólice. Entre os ramos maiores, só o residencial cresceu, 28,6%, e ele pesa menos de 5% no total.
O fato relevante cita os segmentos rural, prestamista e vida como causa do desvio. A sinistralidade subiu para 22,5%, com seca em Goiás, Sergipe e Bahia, geada e excesso de chuva no Rio Grande do Sul.
O lucro da BBSE3 caiu na seguradora e na corretora
| Negócio (contribuição ao lucro) | 3T26 | Contra 3T25 |
|---|---|---|
| Corretagem e distribuição | R$ 884,2 milhões | -6,2% |
| Brasilseg (seguros) | R$ 848,6 milhões | -10,7% |
| Brasilprev (previdência) | R$ 533,4 milhões | estável |
| Resultado financeiro da holding | R$ 111,8 milhões | +125,3% |
| Lucro gerencial recorrente | R$ 2,432 bilhões | -5,1% |
Números do relatório do 3T26 da BB Seguridade, divulgado em 3 de novembro de 2026. Faltam na tabela linhas menores, como capitalização e despesas, por isso a soma não fecha exata. Contra o segundo trimestre, o lucro subiu 13%, e em nove meses soma R$ 6,8 bilhões, praticamente igual a 2025. A previdência segurou o ano: a captação líquida de R$ 4,5 bilhões substituiu uma saída de R$ 9,1 bilhões no mesmo período do ano passado.
Quanto a queda pesa em 1.000 ações de BBSE3
Os R$ 129,8 milhões a menos no trimestre, divididos por 1,94 bilhão de ações, dão 6,7 centavos por papel. Quem tem 1.000 ações teve R$ 67 a menos de lucro atribuído a ele no período. Parece pouco perto do que essa mesma posição recebeu em 12 meses: R$ 2,61 em março e R$ 1,98 em setembro por ação, ou R$ 4.590.
Com o fechamento de R$ 40,79 nesta terça, antes de o balanço sair, as 1.000 ações valem R$ 40.790, e esses dividendos equivalem a 11,25%. O mesmo dinheiro em CDI, a 13,65% ao ano no fim de outubro de 2026, deixaria 11,26% em 12 meses depois do IR de 17,5%. Um empate, com a diferença de que o preço da ação oscila e o dividendo passado não garante o próximo. Para testar outros prazos e valores, a calculadora de renda fixa faz a conta. A comparação com o controlador está em BBSE3 ou BBAS3.
O ponto que o trimestre não mostra: prêmio emitido não vira receita de uma vez, parte fica em provisão e entra no resultado ao longo da apólice. Por isso uma venda menor em 2026 pode continuar aparecendo no lucro depois de virar o ano.
A reunião desta quarta (4) e o próximo dividendo da BBSE3
A empresa apresenta os números a analistas nesta quarta-feira (4), primeiro pregão com o balanço no preço. O dividendo do segundo semestre ainda não tem data: o do segundo semestre de 2025 teve data-com em 12 de fevereiro de 2026.
O dividendo cai junto com o lucro?
Não automaticamente. A parcela do lucro distribuída variou de 84,6% no primeiro semestre de 2026 para 106,7% no segundo semestre de 2025, então o valor depende tanto do lucro quanto da decisão do conselho, ainda não anunciada.
Por que a projeção de resultado operacional não foi cortada junto?
Porque a sinistralidade melhor que o previsto e as taxas de gestão da previdência compensaram até aqui: o indicador acumula -1,2%, acima da faixa de -7% a -3%, que foi mantida. Mantida a faixa, o próprio número só volta para dentro dela se o quarto trimestre vier mais fraco.



