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O Nubank (ROXO34) voltou a liberar saques e depósitos de criptomoedas às 22h desta sexta-feira (6), segundo nota do banco publicada neste sábado (7). As transferências tinham parado de funcionar na sexta, e os primeiros relatos chegaram aos portais no fim da manhã, perto das 11h45. Foram cerca de 10 horas em que quem tinha cripto no app só conseguia sair vendendo.
Nesse intervalo, o bitcoin quase não saiu do lugar. Pela cotação horária da CoinGecko, a moeda valia R$ 417.768 às 11h e R$ 417.397 às 22h, uma queda de 0,09%. Quem tinha R$ 1.000 em bitcoin no app e esperou a trava acabar ficou com R$ 999,11: perdeu R$ 0,89. A pior hora para vender foi justamente o meio-dia, quando a notícia se espalhava e a moeda bateu R$ 414.701. Quem vendeu ali, no susto, embolsou R$ 992,66 pelos mesmos R$ 1.000.
A falha no fornecedor que o Nubank não nomeou
Na nota, o banco repetiu o que já tinha dito na sexta: o problema estava num fornecedor externo de dados, não nos sistemas do Nubank, e “os ativos e as informações dos clientes permaneceram protegidos”. O nome da empresa não foi divulgado. Segundo o site Bitnotícias, citado pela Exame, a falha teria relação com um incidente de segurança na Chainalysis, empresa que rastreia transações em blockchain. Nenhuma das partes confirmou.
O Mercado Pago, que suspendeu as transferências de cripto no mesmo dia por causa de um fornecedor de prevenção à lavagem de dinheiro, não tinha informado a volta até a manhã deste sábado. A compra e a venda de cripto seguiram funcionando nos dois apps durante todo o episódio.
Bitcoin e ROXO34 durante as 10 horas de trava
A trava assustou mais do que custou. Os números de sexta mostram o tamanho do estrago no preço:
| Ativo | Antes | Depois | Variação |
|---|---|---|---|
| Bitcoin, às 11h × às 22h de sexta (6) | R$ 417.768 | R$ 417.397 | -0,09% |
| ROXO34, fechamento de quinta (5) × de sexta (6) | R$ 10,79 | R$ 11,01 | +2,0% |
| MELI34 (Mercado Livre), fechamento de quinta (5) × de sexta (6) | R$ 69,31 | R$ 69,29 | 0,0% |
O BDR do Nubank chegou a cair para R$ 10,78 na mínima da sexta, um centavo abaixo do fechamento anterior, e terminou o dia em alta, a R$ 11,01, segundo o histórico de cotações da B3. Quem tinha R$ 1.000 no ROXO34 na quinta fechou a sexta com cerca de R$ 1.020. O MELI34, do dono do Mercado Pago, terminou praticamente igual.
O que a volta do saque muda para quem tem cripto no app do Nubank e ROXO34
Para o cliente, a volta reabre o caminho que estava fechado: levar a moeda para uma carteira própria ou para outra plataforma. Na sexta, o saldo seguia aparecendo e dava para vender, mas sair do app significava trocar a cripto por reais, pelo preço daquela hora. O episódio mostra o custo de decidir no susto. Pela conta da CoinGecko, quem vendeu no pior momento deixou R$ 6,45 a cada R$ 1.000 na mesa em relação a quem esperou, sem contar o spread que o app cobra na venda.
Para quem tem o BDR, o mercado tratou a falha como um problema do fornecedor. O papel ainda carrega a queda do ano: estava em R$ 15,48 no último pregão de 2025, então R$ 1.000 aplicados na virada valiam R$ 711 no fechamento de sexta.
Separar o que é reserva do que é aposta ajuda a não vender no susto. O teste de perfil do site mede quanta queda a carteira aguenta antes de dar vontade de sair.
Se a trava voltar, vender a cripto no app é a saída mais segura?
Não necessariamente. Nesta sexta, a moeda ficou no app, protegida segundo o banco, e quem vendeu pegou o pior preço do dia. Vender só faz sentido para quem precisa do dinheiro em reais naquele momento.
O Nubank vai ressarcir alguém?
O banco não falou em ressarcimento, porque diz que nenhum cliente perdeu moedas. Quem vendeu durante a trava fez isso por decisão própria, pelo preço de mercado da hora.



